Vem cá, gente, e me diz: qual o problema dessa galera com a humanidade, hein?

Tudo isso por conta de uma eleição. Define nosso futuro? Sim. É um dos eventos políticos/sociais mais importante? É CLARO! Mas alguém se dá o trabalho de por em prática a educação que lhe foi dada? Algumas vezes não…
Vejo discurso de ódio a partidos, a candidatos e, como era esperado, aos ‘nordestinos burros e pobres’ que reelegeram a atual presidente. Vem cá mais perto e me diz: o país é composto só pelo nordeste? Porque se sim, têm todo o direito de reclamar, afinal vocês que reclamam na frente de seus computadores tomando seus bons drinks não-pobres são a minoria oprimida, não é? Vocês que têm suas descendências (próximas até) de ‘gente pobre que merece morrer na seca’ (que, diga-se de passagem, aprendeu a conviver com ela muito melhor que muita gente ‘inteligente e preparada pra comandar o país’) são completamente puros e não carregam nenhuma raiz dessa ‘corja que se escora no governo e se reproduz como rato’.

Pelo amor do Bom Pai, quem foi que te disse que aqui todo mundo come farinha com rapadura no café e carrega uma peixeira na cintura pra ir comprar pão? Porque quem disse isso tava certo! Todos os dias carregamos a humildade (não daquela que mede seus bens materiais e que todos têm pena, mas aquela que nos permite o conhecimento de nossas forças e assumir nossos erros de cabeça erguida) de um povo que cresceu por si só em meio a tantas adversidades, que lembra muito bem de suas origens e não tem vergonha alguma de aceitá-las e agarrá-las. Todos os dias sai de casa pronto pra matar um leão, que tem garra e determinação pra alcançar tudo que almeja.

Sabe por que o povo nordestino tem tudo isso de bom e mais ainda pra se descobrir? Porque o povo nordestino é brasileiro com o maior orgulho do mundo, assim como qualquer outro de qualquer outra região ou lugar do mundo que se sinta bem com esse título, que não queira encher a boca apenas de coisas boas e se esquecer de todas as complicações que qualquer outro povo do mundo tem. As nossas são grandes? ENORMES. Mas são um desafio, e desafios são criados para serem cumpridos. Cheios de um orgulho que às vezes nos decepciona quando transformado em arrogância por certo tipo de gente que nós sabemos que não representa nosso pensamento. Certo tipo de gente que nós rezamos todos os dias para que abram seus olhos e entendam que estão seguindo um caminho torto e que só desejamos o melhor pra endireitá-lo. Gente que também é brasileira, porque a gente erra pra caramba também.

Nasci, cresci e continuo sendo de uma família de classe média. Pouco me importa se é alta ou sei lá o quê, mas nunca passei pela pobreza (que por sinal eu creio estar diminuindo sim no país, critique quem quiser) e tampouco já fui rico, mas em todos os momentos da minha vida tudo conquistamos foi com o nosso próprio suor, sem incentivo direto de nada nem ninguém, mas é tão óbvio pra mim que sem a influência do governo nada disso seria possível. Se uma pessoa que antes não podia comprar um pão hoje consegue fazer a feira do mês e sente satisfação por isso, não tá na cara que isso é uma grande bola de neve numa sociedade inteira? Não sei como tem gente que não consegue enxergar isso. É tão clara a rede de conexão entre as coisas. Quem faz a feira ganha, o padeiro ganha, o cara do mercadinho ganha, a transportadora ganha, a indústria ganha, o país ganha.

Como diria um cara com quem venho aprendendo muito: mais vale dar um passo gigante num campo minúsculo ou um pequeno passo num conhecimento enooooorme?

E é isso, cansei de me expressar por agora. Mais tarde tem mais.

Escrito por Robson Ugo Souza
Estudante universitário de Sistemas de Informação, iniciante em Publicidade e Propaganda, artista de alma, desenhista de infância, cantor de chuveiro (de chuveiro MESMO), escritor meia-boca e, claro, não menos importante: futuro dublador. Namorido da Bruna Cortez.